Histórico

Digitalizar0002-EDITADOEm 1980, o Laboratório de Patologia Celular e Molecular do Instituto de Química da UFRJ fundado pelo Professor Dr. Radovan Borojevic iniciou uma coleção com vários tipos celulares para pesquisas em Medicina Tropical. Desde esta época, o Laboratório passou a ser informalmente requisitado a fornecer linhagens celulares para terceiros e a realizar testes e consultas sobre metodologias de culturas celulares.

Em 1988, já detentor de uma ampla coleção de células animais e humanas, foi necessário buscar apoio externo para melhorar as condições de cultivo e preservação do acervo. Esse primeiro apoio veio da FAPERJ e, a partir de 1989, do Plano Setorial de Coleções de Cultura, operado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia através da FINEP. Nessa nova fase já sob a forma e denominação de Banco de Células do Rio de Janeiro.

Em 1989, o acervo reunia 45 linhagens e foi elaborado o primeiro catálogo de células. Em 1990, o segundo catálogo foi elaborado e o acervo já possuía 105 linhagens.

A partir de 1994, o Setor de Hematologia do HUCFF (Hospital Universitário Clementino Fraga Filho), procurou o BCRJ para desenvolver em colaboração a tecnologia necessária para implantação de transplantes autólogos de medula óssea. O HUCFF-UFRJ implantou um laboratório provisório para realizar os transplantes autólogos, e o BCRJ desenvolveu a tecnologia necessária de criopreservação e monitoramento in vitro de viabilidade e capacidade clonogênica de precursores hematopoiéticos.

Esse avanço metodológico culminou na elaboração do “Programa Avançado de Biologia Celular Aplicado à Medicina” (APABCAM), associando o HUCFF-UFRJ com os laboratórios que trabalhavam na área biomédica do Centro de Ciências de Saúde (CCS) da UFRJ. O Programa recebeu o financiamento necessário da PETROBRÁS para implantação de 1.000 m² de laboratórios e anexos, cuja inauguração formal foi realizada em maio de 1997.Digitalizar0009-EDITADO

Em 1998, iniciou-se um estudo de engenharia tecidual e uma equipe de profissionais começou a desenvolver e aplicar a técnica de transplante de pele em conjunto com os serviços de cirurgia plástica dos Hospitais da Força Aérea do Galeão e HUCFF.

Outras tecnologias foram desenvolvidas dentro do BCRJ e repassadas para o mercado produtivo e hoje estão em pleno funcionamento.

O BCRJ foi o pioneiro no Brasil no serviço de congelamento de células do cordão umbilical, técnica hoje oferecida por várias empresas privadas.

Em dezembro 2010, o BCRJ mudou-se para o Parque Tecnológico de Xerém do INMETRO. Por meio de um contrato de parceria técnico-científica com o Inmetro, o BCRJ manteve a sua interação com a área médica e ampliou para as ciências da vida e aumentou a interação com a área de conformidade do material biológico ampliando de forma consistente as avaliações qualitativas e quantitativas das culturas celulares do acervo.